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28 de fevereiro de 2017
Reestruturando
O blog está passando por uma reestruturação e muitos links foram retirados da ativa. Perdoem o incoveniente. Em breve eles voltam.
28 de julho de 2016
Réquiem
Eu estou aqui para dizer adeus e despedida nunca é fácil.
Vou me esquecer de que você se foi por um momento para dizer o quanto nós o amamos e o quanto ainda vamos amar.
Você foi luz para muita gente: sua família, seus amigos, seus pacientes, até para aqueles com quem você topava uma vez ou outra. Gente que você resgatou com sua palavra, com seu sorriso de criança, com sua voz poderosa. Tudo culpa desse seu coração generoso. Tudo próprio de almas grandiosas. Você era bom na arte de cativar.
Unânime? Não. Ninguém é. Afinal, a luz quando é demais cega olhares pequenos, incapazes de enxergar.
Você pode não estar aqui para nos ouvir agora, mas que seu espírito saiba que vai deixar saudade. Só não vai deixar vazio: seu brilho foi intenso e esse será seu legado.
Seremos sempre gratos pelo tempo que dedicou a esses terrenos pequenos.
Para os que ficam e que têm dúvidas: saibam que "o mesmo Deus que dá o livre arbítrio é capaz de imensurável misericórdia". Creiam que por causa disso, nosso amigo agora está em paz.
Vou me esquecer de que você se foi por um momento para dizer o quanto nós o amamos e o quanto ainda vamos amar.
Você foi luz para muita gente: sua família, seus amigos, seus pacientes, até para aqueles com quem você topava uma vez ou outra. Gente que você resgatou com sua palavra, com seu sorriso de criança, com sua voz poderosa. Tudo culpa desse seu coração generoso. Tudo próprio de almas grandiosas. Você era bom na arte de cativar.
Unânime? Não. Ninguém é. Afinal, a luz quando é demais cega olhares pequenos, incapazes de enxergar.
Você pode não estar aqui para nos ouvir agora, mas que seu espírito saiba que vai deixar saudade. Só não vai deixar vazio: seu brilho foi intenso e esse será seu legado.
Seremos sempre gratos pelo tempo que dedicou a esses terrenos pequenos.
Para os que ficam e que têm dúvidas: saibam que "o mesmo Deus que dá o livre arbítrio é capaz de imensurável misericórdia". Creiam que por causa disso, nosso amigo agora está em paz.
Para Ricardo Alexandre Santos
no seu sétimo dia desde a partida.
Thais Simone.
17 de novembro de 2015
"To Sir with love"
Querida,
Trago notícias. Ele se foi.
Você achou que ele sempre estaria ali. Achou que ele jamais partiria. Como poderia?
Você ainda se lembra dele, à frente como um farol na sala escura. A paz para ensinar, o sorriso discreto... Suas teorias, discutidas com olhos brilantes, o infinito e o humano sempre em foco. Até o fato de ele não ir à formatura (exceto à nossa! Pelo menos até aquele dia!), tudo isso fazia dele único. Especial.
Não tem tamanho o pesar por sua perda. Mas ao invés de sentir um buraco no peito, fiquemos bem.
Nenhum homem é imortal, quando tudo o que se deseja dele é apenas o seu comparecer - o seu corpo feito de carne e ossos presentes neste espaço.
Só o mestre é imortal.
Ele fez de nós parte de tudo que ele tinha. Parte, uma milésima parte, do saber dele.
Homem etéreo que nos doou tempo e luz: sua sina é ser eterno em nossos corações.
Trago notícias. Ele se foi.
Você achou que ele sempre estaria ali. Achou que ele jamais partiria. Como poderia?
Você ainda se lembra dele, à frente como um farol na sala escura. A paz para ensinar, o sorriso discreto... Suas teorias, discutidas com olhos brilantes, o infinito e o humano sempre em foco. Até o fato de ele não ir à formatura (exceto à nossa! Pelo menos até aquele dia!), tudo isso fazia dele único. Especial.
Não tem tamanho o pesar por sua perda. Mas ao invés de sentir um buraco no peito, fiquemos bem.
Nenhum homem é imortal, quando tudo o que se deseja dele é apenas o seu comparecer - o seu corpo feito de carne e ossos presentes neste espaço.
Só o mestre é imortal.
Ele fez de nós parte de tudo que ele tinha. Parte, uma milésima parte, do saber dele.
Homem etéreo que nos doou tempo e luz: sua sina é ser eterno em nossos corações.
Esteja em paz.
Para o Professor Sarmento da Neuroanatomia.
24 de setembro de 2011
Uma Carta para Yliah
Querida,
Lamento tê-la deixado tanto tempo sem notícias. Não imagina a angústia de saber que a deixei na expectativa. Escrevi para você muitas vezes, mas por algum motivo, sempre rasgava a carta ou a deixava guardada numa gaveta.
Decidi que era tempo quando as palavras foram transbordando pelas gretas, fugindo da pena que lhes apliquei. Elas sabiam! As palavras nas cartas pressentiam – antes de mim – que já era hora de rasgar o envelope.
Esperamos por esse suspiro há muitos anos. Nós o ensaiamos algumas vezes, lembra? Mas nos frustramos e adiamos. Nós nos escondemos e guardamos, com a crença cega dos que temem o outro.
Agora resolvi mostrar nossas confidências.
Eles vão pensar coisas sobre nós. Ah, vão... E vão querer saber de mim ou de você. Com sorte, não. Mas se perguntarem, o que digo? Quer que eu invente uma história? Quer que eu a invente, Yliah? Ah, é... Não posso inventá-la. Eu já lhe concedi vida própria. Está liberta.
Quem eu preciso libertar agora sou eu. Por isso este escrito existe. E essa é a única razão pela qual outros virão.
Esteja certa disso.
Thais.
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